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15 novembro, 2010

Dêem uma colher de chá!

Melhor dizer, dêem-me uma colher de chá para a minha colher de cafezinho!

Os que habitualmente nos lêem sabem que nunca adoço meu espresso. Pois bem, diante da resposta, “puro” para a pergunta “açúcar ou adoçante?”, constantemente a colher oferecida é imediatamente retirada ou nem trazida!

Pelo que sei, a função da colher é mexer o café e não o açúcar. Mexo para ver a consistência do creme do espresso, às vezes para esfriá-lo e outras vezes mexo por puro instinto.

Portanto, peço, deixem minha colherinha de café em paz! Rs...

18 dezembro, 2007

A importância do cafezinho de balcão.


O café, uma infusão misteriosa e elegante, era a bebida dominante que representava com perfeição dos valores da era da razão no século 18. A "idade do café" foi aquela que envolveu historicamente as mais inovadoras formas de sociabilidade.

Os estabelecimentos que surgiram para servir café tinham características nitidamente diferentes das tavernas que vendiam bebidas alcoólicas, e tornaram-se centros de permutas comerciais, políticas e intelectuais. O café ajudava a clareza do pensamento, o que o transformava na bebida ideal para cientistas, homens de negócios e filósofos. Discussões em cafés públicos, levaram à fundação de sociedades científicas, jornais e instituições financeiras.


A indústria de seguros inglesa foi fundada num desses cafés, o Lloyd’s. Os cafés eram espaços públicos, ainda dominados pelos homens, mas possuídos de excepcional igualitarismo. Nenhuma classe era segregada: todos se sentavam na mesma e longa mesa ou apoiados em grandes balcões. Proporcionando assim, um terreno fértil para o pensamento revolucionário.

Os cafés públicos/de balcão (A foto acima é datada de 1957, centro de São Paulo), propiciavam o debate e a difusão de novas idéias. Eram esses os locais procurados por quem desejava saber das novidades políticas, comerciais e culturais. Formando assim, uma ágil rede de comunicação – a Internet primitiva.




Parte extraída do livro, "História do Mundo em 6 Copos" . Ed. Zahar


10 agosto, 2007

Autêntico cafezinho de balcão.

Segundo o cantor Dicró, carioca pra ser carioca, deve ter nascido na zona norte. Diante disso, me considero um autêntico carioca. Na Tijuca, bairro onde cresci e me criei, era cercado por boas lembranças...Café Palheta é uma delas. Me esbaldava com waffles submerso numa montanha de chantilly e com a banana split servidos lá. Ainda hoje, ao menos uma vez por mês, volto a Tijuca. Infelizmente, o Palheta virou uma farmácia.

Mais ainda existe o Brotinho de Ouro (na antiga galeria da casa Olga, hoje, casa&vídeo).
Tudo bem, que o brotinho passou por um retrofit (coisa moderna) no seu visual. Porém, manteve a velha e eficiente máquina de café Monarcha, onde se tira o autêntico cafezinho de balcão. Servido ainda em xícaras escaldadas em água quente, com seus açucareiros a la Garcia top, top, top.... O café ainda é o tradicional Café Capital que pode ser comprado moído na hora e do famoso jingle “...Bom mesmo é Café Capital, é bom! Tomo um, tomo dois, tomo três porque, depois de um café Capital, bom mesmo é café Capital outra vez!.”
Fica a dica: Brotinho de Ouro. Endereço:, Rua Conde de Bonfim, nº 422 lj B - Tijuca